Memórias de uma ausência: mulheres sem filhos e suas narrativas sobre maternidade no Paraná do século XX

Georgiane Garabely Heil Vazquez

Resumo


Buscou-se neste artigo problematizar sobre como mulheres não-mães reconstroem suas recordações a respeito da maternidade, ou seja, como elas se colocam diante de tão vasta campanha desfraldada ao longo do século XX em prol da suposta obrigação feminina em ser mãe. Para fins metodológicos esta pesquisa se ancora nos princípios da história oral com o intuito de debater sobre as reconstruções e significações da memória feminina sobre a experiência de não ser mãe. As entrevistas das mulheres não-mães estão divididas em três grandes grupos. O primeiro grupo é ocupado por mulheres que nasceram nas décadas de 1920 e 1930, que neste artigo estão classificadas como de 1º geração. O segundo grupo é composto por mulheres que nasceram nas décadas de 1940 a 1950, que compõem a 2º geração.  Já o terceiro grupo é formado por jovens senhoras que nasceram em plena revolução sexual, isto é, nas décadas de 1960 e 1970 e, portanto, entraram na vida sexual/ reprodutiva num momento de maior disponibilidade de tecnologias e métodos para evitar a gestação assim como para promovê-la, se desejado.  As entrevistas nos mostraram a imensa pluralidade existente entre essas mulheres não mães, o que demonstra a agência desses sujeitos para além das tentativas de categorização efetuadas sobre mulheres sem filhos.

Palavras-chave


maternidade, sentimentos, filhos, gênero

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