Entre maternidade e dilemas subjetivos: a experiência política de Teresa Urban - Paraná (1964-1985)

Carla Cristina Nacke Conradi

Resumo


Este artigo tem por objetivo discutir a relação entre militância política e maternidade, a partir da memória autobiográfica de uma militante paranaense, Teresa Urban. Ao narrar seu passado político, durante a ditadura civil-militar, Teresa evidenciou o quanto inconciliável foi experienciar a maternidade durante a militância, ao ponto de abandonar o sonho da revolução para assumir sua condição de mãe. A história de vida de Teresa permite visualizarmos melhor um conjunto de relações entre militância e maternidade, já que a sua militância foi transpassada por essa experiência. Contudo, apesar de diversos relatos e testemunhos de mulheres que narram suas experiências de militante e também de mães, são poucos os trabalhos que ao tratarem do protagonismo feminino analisam a maternidade. Como ter um engajamento político, durante a militância, clandestinidade e exílio e, ao mesmo tempo, carregar um/a filho/a no ventre ou no colo? São estas as reflexões que Teresa faz ao retornar ao seu passado, pois como nos conta, a militância foi um projeto pessoal que tinha como objetivo mudar a realidade política e social do país. Analisar uma trajetória não é construir um padrão de militância, mas permite desvendarmos um pouco mais da vivência de mulheres durante a ditadura militar, em especial a luta pela democrática no Estado do Paraná.

 


Palavras-chave


Ditadura civil-militar; Paraná; maternidade; militância política; subjetividade.

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