O ofício de parteira no Rio de Janeiro imperial

Giselle Machado Barbosa, Tânia Salgado Pimenta

Resumo


Durante o século XIX, no Brasil, observou-se um processo de institucionalização da medicina com implicações nos diferentes ofícios relacionados às artes de curar. As parteiras tradicionais passaram a ser desqualificadas, mas aquelas que tivessem formação acadêmica, nos cursos oferecidos na faculdade de medicina do Rio e da Bahia ou no exterior, teriam espaço legal para atuarem dentro de certos limites. A atuação crescente das parteiras diplomadas, contudo, não significou o desaparecimento das parteiras tradicionais. Percebemos a coexistência de diversos perfis de mulheres exercendo o ofício. Nesse artigo, pretendemos analisar a atuação de parteiras atentando para o seu cotidiano e as redes construídas entre elas e com os médicos. Para tanto, procuramos conhecer melhor as seguintes questões: onde, com quem e para que público essas mulheres trabalhavam. Destacamos a interação entre as parteiras, sobretudo as com formação acadêmica, verificada através do compartilhamento de endereços. As principais fontes utilizadas são os anúncios de parteiras publicados no Almanaque Laemmert (anual) e n’O Diário do Rio de Janeiro, abrangendo o período de 1822 a 1889.


Palavras-chave


Parteira; Parto; Maternidade; Rio de Janeiro

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