Maternidade para escravas no Rio de Janeiro (1850-1889)

Maria Renilda Nery Barreto

Resumo


O artigo tem por objetivo ampliar a discussão sobre a história da assistência à saúde da população cativa, em particular a criação de espaços específicos para partos. Trata-se da Maternidade Santa Isabel criada no último quartel do século XIX, inserida no cenário escravista e atravessada pelo discurso médico-científico, pelo ideal caritativo, eurocêntrico e reducionista. Essa reflexão soma-se a outras investigações que problematizam o organização de um aparato de cuidados à saúde dos escravos e escravas, agregando  contribuições  historiográficas às consagradas pesquisas sobre escravidão no Brasil. A documentação examinada encontra-se sob guarda do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e revela como a maternidade carioca tornou-se um  projeto matizado por interesses científicos, pedagógicos e de assistência à saúde, na lógica da mentalidade escravista do Brasil Imperial.


Palavras-chave


história da assistência; história da maternidade; escravidão

Texto completo:

PDF


 

 

 

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia